Embora pareça uma simples depressão no terreno, a estrutura que aqui vemos é património arqueológico, correspondendo a um tanque de água romano, com cerca de 20 séculos. A água era uma componente fundamental da engenharia mineira da época, nomeadamente no desmonte e lavagem do minério, sabendo-se que a mineração de ouro livre requeria quantidades especialmente significativas deste recurso.

O canal de água identificado na margem esquerda do rio Ferreira, na base da serra de Pias, é outro exemplo destas infraestruturas hidráulicas, sendo que os tanques surgiram da necessidade de acumular água na cumeada, proveniente da chuva e de pequenas nascentes, para apoio aos trabalhos nas zonas mais altas. Além do maior complexo subterrâneo do Império, encontramos importantes testemunhos de exploração mineira à superfície.

Conhecem-se apenas dois tanques do género nesta serra. A degradação destes tanques, que desfigurou o desenho original, vem alertar para a importância de conhecermos e valorizarmos o nosso património cultural, contribuindo para a sua preservação – devemos circular unicamente por trilhos e caminhos florestais sinalizados, minimizando o impacte negativo da nossa passagem nos vestígios arqueológicos.